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Quero tudo!

O mundo está muito rápido. É uma enxurrada de informação e estímulos o tempo todo e com isso vamos criando necessidades que não existem. É preciso parar, respirar e refletir o que realmente nos fará mais felizes.

Tenho feito isso. Me sinto perdida, derrotada…uma verdadeira loser algumas vezes. Sou professora… acho que isso ajuda a me sentir assim.  Eu quero muito, mas tenho feito pouco.

Quando fiz 30 anos enlouqueci. Queria filho, queria me separar e ao mesmo tempo casar no cartório, queria trabalhar em Dubai, Canadá, morar na praia, trabalhar embarcada, ter outra profissão, emagrecer, mudar meu cabelo. Tudo ao mesmo tempo. Respira…não dá.

Decidi que não poderia tomar nenhuma decisão antes de ter filho. Isso eu sabia que queria, um filho. E a Bia nasceu. No primeiro mês pensei: “O que eu fui arrumar pra minha vida!”. Não dormia, não podia comer derivados de leite (amo queijo!) nem alimentos com farinha de trigo para não dar gases nela, foi difícil amamentar, não podia fazer nada…surtei. Voltei a comer tudo.

Passado o primeiro mês comecei a ver que “o essencial é invisível aos olhos”. É clichê mas é verdade. Amor, é disso que precisamos. A maternidade mexeu comigo, com meus valores. Se antes eu queria ser uma empresária de sucesso em uma cidade grande agora quero morar nas montanhas e plantar meu próprio alimento…rs. Brincadeira, tô exagerando.

Depois de ter filho ainda quero tudo! Mas quero coisas diferentes. Quero o necessário e sei que ele é muito menos do que imaginamos. Isso tudo é um processo, leva tempo mas é isso que quero. Na verdade eu só quero ser feliz.

Quero uma vida mais leve!

Despertei para o minimalismo com o livro “A Mágica da Arrumação” de Marie Kondo. Sempre quis me livrar da tralha que acumulei durante uma vida de bagunça, aquilo me fazia mal, mas nunca soube por onde começar.

O livro me deu rumo, um caminho. Quando fiquei grávida eu sabia que queria fazer diferente com minha filha. Não queria muita roupa para ela nem um quarto cheio de coisas para encher de poeira  (sou alérgica!) e acima de tudo, não queria coisas desnecessárias.  Pesquisei…pesquisei…e fiz um quarto lindo! Sem os excessos de uma mãe de primeira viagem.

Comecei a ler o livro depois que ela já tinha nascido. Ele abriu meus olhos de uma forma simples e objetiva. Guardamos tantas coisas que não nos fazem felizes. Guardo roupas que não me servem a anos, número 38! Uso 42, 44 agora e elas só servem para me lembrar que fracassei tantas tentativas de emagrecer durante todos esses anos.

Confesso que ainda não fiz a grande mudança. Com o aniversário de 1 aninho da minha filha não tive tempo de “destralhar” mas parei de comprar. Penso mil vezes se aquilo que desejo é realmente necessário. Na maioria das vezes não é.

Já comecei a fazer algumas mudanças no meu dia a dia. Estas são algumas delas:

  • Diminuí meus gastos para trabalhar menos.
  • Agora lavo as vasilhas assim que sujam. É estressante ter a pia sempre cheia de coisas sujas.
  • Só compro calçados confortáveis e que combinam com peças de roupa que já tenho.
  • Vou à feira uma vez por semana e compro apenas o que será consumido em 7 dias para evitar desperdício.
  • Assumi meus cachos. Ter uma vida minimalista é se libertar. Parei de fazer escova progressiva e cortei meu cabelo curtinho!
  • Não compro roupas novas para eventos especiais. Fui a uma formatura com um vestido que já tinha e no Lollapalooza me segurei e não comprei nada para ir.
  • Comecei a ler sobre armário-cápsula.

Tudo está acontecendo de forma gradual…aos pouquinhos…sem estresse. É assim que a vida deve ser, leve.